O Uso da PNL nas Assessorias de Comunicação


As revolucionarias e inovadoras técnicas da Programação Neurolinguística têm sido utilizadas por vários segmentos com os mais variados propósitos, da cura de males físicos a uma maior compreensão do ser humano e de suas necessidades.

Nesse trabalho, baseado em pesquisas bibliográficas e relato de experiência, iremos demonstrar como essas técnicas podem ser aplicadas na comunicação das Assessorias de Imprensa maximizando o potencial de suas mensagens e ampliando o espectro de alcance de suas mensagens. Será possível verificar com clareza as contribuições que as técnicas propostas na Neurolinguistica podem trazer a comunicação praticada nas Assessorias de Imprensa.

Dessa forma poderemos checar as possibilidades do uso das técnicas da Neurolinguistica na comunicação praticada nas Assessorias de Imprensa, comprovar que a Neurolinguistica encontra ampla aplicação na comunicação gerada nas Assessorias de Imprensa, mostrar que ao utilizarmos a Neurolinguistica em Assessorias de Imprensa maximizamos o potencial das mensagens emitidas e recebidas e comprovar que a Neurolinguistica pode e deve ser amplamente utilizada nesse segmento.

Para que as propostas aqui expostas atinjam seu objetivo principal que é promover o debate e a utilização dos estudos e técnicas da Neurolinguistica no processo de construção da comunicação nas Assessorias de imprensa, recorrerei à revisão Bibliográfica e ao relato de experiência.

Sabidamente a linguagem jornalística se pauta pelos objetivos que procurar atingir. Assim nas redações de veículos da mídia impressa; jornais, revistas e afins, tem-se uma grande preocupação com a forma, a estrutura gramatical dos textos e a objetividade que deve pautar toda matéria que transmita uma ocorrência factual ou mesmo pressuponha uma mensagem cuja finalidade seja a formação de opinião ou a simples transmissão de um conhecimento técnico, como artigos informativos e, mais aprofundadamente, científicos, como o que nos propomos a produzir. Da mesma forma nas mídias eletrônicas, Televisão, rádios e web, que se utilizam de formatos diferentes da mídia impressa, cujo audiovisual é a ferramenta mais utilizada, posto que textos são também muito utilizados nessas modalidades, porém com visíveis diferenças de formatos daquela, a preocupação será sempre a de se fazer entender pelos receptores dessas mensagens. Assim nas Assessorias de Imprensa, aonde essas mesmas mensagens podem ser produzidas com finalidades especificas de informar fatos, formar opinião e produzir conhecimento, existe terreno propicio para se aplicar e desenvolver as técnicas propostas na Programação Neurolinguistica no sentido de dar ênfase a essas mensagens, maximizar o potencial de alcance das mesmas e atingir mais plenamente os objetivos pretendidos.

Sou jornalista há mais de 30 anos com uma vasta experiência em Assessorias de Imprensa. No momento coordeno a área de comunicação nacional de uma agremiação política que tem estado em constante estado de alerta pelos acontecimentos recentes que tem sacudido a administração e o governo em nosso país e mesmo em escala global. Na comunicação diária que mantenho com pares e com parceiros do setor, seja escrita, oral ou audiovisual é recorrente a necessidade sempre premente de se fazer ouvir e, mais, ser plenamente entendido nas mensagens que emitimos e entendermos com clareza as que recebemos e encontro nas técnicas da Neurolinguistica ferramentas excepcionais que quando aplicadas podem ser a grande diferença.

Dessa forma procuraremos comprovar, através da prática e de um mergulho na literatura acessada sobre o tema, que a absorção e aplicação da Programação Neurolinguistica nas Assessorias de Imprensa enriquece e torna mais transparente as mensagens emitidas e recebidas.

Pretendo com esse estudo dar uma contribuição pessoal a essa área que tem necessidade de ser cada vez mais objetiva e clara quanto aos seus próprios propósitos e daqueles a quem representa.

 

1.    A UTILIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DA PNL EM ASSESSORIAS DE IMPRENSA

 

 “O significado da comunicação que você faz é a resposta que você consegue. Se notar que não está recebendo o que quer, mude o que está fazendo”. (BANDLER, 1973, p. 89).

A natureza nos dá a maior das lições quando o assunto é comunicação e linguagens. Na floresta amazônica e em outros países, vive um espécime de ave conhecida como Tordo Poliglota[1].

 

Sabidamente a linguagem humana obedece a preceitos que nos remete a forma como nos comportamos. Dentro dos estudos da lingüística tradicional, os lingüistas transformacionais, na última metade do século passado, estudaram a fundo o modelo de como nos comunicamos através da fala e da escrita e estabeleceram padrões que nos remetem a normas e regras que estão inscritas em nosso modelo de mundo e definem padrões que se refletem em nosso comportamento;

De fato, os gramáticos transformacionais desenvolveram o mais completo e sofisticado modelo explicito do comportamento humano governado por regras. A noção de comportamento humano governado por regras é a chave para a compreensão do modo pelo qual, nós, humanos, usamos a linguagem. (BANDLER, 1973, p. 89).

 

  Dessa forma podemos afirmar que a comunicação que realizamos é um reflexo do modo como filtramos o mundo que nos cerca, ou seja, todas as vezes que falamos ou escrevemos o fazemos baseados em preceitos que obedecem a uma lógica própria de acordo com as experiências de mundo que temos. Sem querer aprofundarmos mais no complexo universo dos estudos e das teorias da lingüística transformacional basta dizer que ela foi um dos pilares para a elaboração do metamodelo de linguagem, propostos por Richard Bandler e John Grinder, os pais da Neurolinguistica e um dos pilares das propostas da mesma cuja teorias motivaram e são a razão do presente trabalho.

Dentro das propostas da Neurolinguística vamos encontrar o metamodelo, cujo significado é o modelo por trás do modelo. A proposta do metamodelo é, em síntese, detectar naqueles com quem nos comunicamos qual o seu modelo de mundo, ou seja, quais as crenças que regem seus valores e dessa forma podermos interagir com mais proficiência e assertividade com nossos interlocutores, lembrando que modelos em Neurolinguistica são mapas, crenças, que concebemos, formatamos e que nos guiam na jornada de nossas vidas. “No metamodelo, as intuições, que todo falante nativo da língua tem, entram em jogo”. (BANDLER, Richard; GRINDER, John, p. 66).

Nós, jornalistas, nos pautamos pelos objetivos que procuramos atingir. Assim nas redações de veículos da mídia impressa, jornais, revistas e afins, se têm uma grande preocupação com a forma, a estrutura gramatical dos textos e a objetividade que deve pautar toda matéria que transmite uma ocorrência factual ou mesmo pressuponha uma mensagem cuja finalidade seja a formação de opinião ou a simples transmissão de um conhecimento técnico, como artigos informativos e, mais aprofundadamente, científicos, como o que nos propomos a produzir. Da mesma forma nas mídias eletrônicas, televisão, rádios e web, que se utilizam de formatos diferentes da mídia impressa, cujo audiovisual é a ferramenta mais utilizada, posto que textos são também muito utilizados nessas modalidades, porém com visíveis diferenças de formatos daquela, a preocupação será sempre a de se fazer entender pelos receptores dessas mensagens. Assim nas assessorias de Imprensa, aonde essas mesmas mensagens podem ser produzidas com finalidades especificas de informar fatos, formar opinião e produzir conhecimento, existe terreno propicio para se aplicar e desenvolver as técnicas propostas na Programação Neurolinguistica no sentido de dar ênfase a essas mensagens, maximizar o potencial de alcance das mesmas e atingir mais plenamente os objetivos pretendidos.

Necessário se faz salientar que as mensagens produzidas nas redações de veículos midiáticos, sejam eles quais forem, se pautam acentuadamente em denúncias e critérios críticos e visam quase sempre mudanças comportamentais ou no objeto ao qual se referem ex: uma reportagem sobre trabalho escravo, prostituição ou corrupção no meio político. Dessa forma muitas vezes o formato se rende ao conteúdo, pois de outra maneira não poderia ser. Entende-se que a aplicação dessas mesmas técnicas nessas mensagens (a produção de matérias jornalísticas pelos veículos de comunicação) seja mais complexa pelo próprio fato da maneira de como devem ser comunicados tais notícias, sem floreios, incisivo e direto, não que a Neurolinguistica e suas técnicas também não encontrem ressonância e possam incidir nesses formatos, no entanto entende-se que quando falamos nas Assessorias de Imprensa, foco do presente trabalho, podemos empregar mais assertivamente tais técnicas, pela elaboração mais acuidada que recebem as mensagens por elas produzidas e pelas próprias finalidades objetivadas.

Seja como for toda modalidade de comunicação visa levarmos alguém a fazer alguma coisa.

 

Digamos que me sento junto a você para jantar e começo a comunicar-lhe algo a respeito de uma época em que tirei férias, minha intenção é induzi-lo a entrar num estado em que se têm experiências relativas a férias. Toda vez que é comunicado algo por quem quer que seja, este alguém está tentando induzir o interlocutor a determinados estados usando sequências sonoras denominadas palavras. (GLINDER, 1979, p. 118)

 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: UM POUCO DE HISTÓRIA

 

Para falarmos em assessoria de imprensa seria bom sabermos um pouco mais dessa vertente jornalística, na atualidade também desempenhada por Relações Públicas, quando não por publicitários e mesmo por profissionais de outras áreas com afinidade com a comunicação.

Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais, a função do assessor de imprensa é:

facilitar a relação entre seu cliente – empresa, pessoa física, entidades e formadores de opinião. Cabe a esse profissional orientar o assessorado quanto ao que pode ou não interessar aos veículos e, portanto, vir a ser noticia. (Manual dos Jornalista em Assessoria de Comunicação – FENAJ – Federação Nacional dos Jornalista, p. 7,  2001)

 

Assessoria de imprensa, portanto, é o serviço prestado a instituições públicas e privadas, que se concentra no envio freqüente de informações jornalísticas, dessas organizações para os veículos de comunicação em geral. Esses veículos são os jornais diários, revistas semanais, revistas mensais, revistas especializadas, emissoras de rádio, agências de notícias, sites, portais de notícias e emissoras de tevê.

Um trabalho continuado de assessoria de Imprensa permitirá a empresa criar um vínculo de confiança com os veículos de comunicação e sedimentar sua imagem de forma positiva na sociedade.  Nesse sentido, no Brasil, quem costuma coordenar esse tipo de serviço são profissionais formados em jornalismo. Eles é que determinam o que é ou não notícia para ser enviado para a imprensa.

Caso algum veículo de comunicação se interesse pelo assunto divulgado pela Assessoria de Imprensa utilizará o texto para publicar notas ou agendar entrevistas. Tanto a publicação de notas, como o agendamento de entrevistas e a publicação posterior de informações, são gratuitas. Chamamos de mídia espontânea. Não se paga por essa publicação. Se paga para a assessoria trabalhar de forma a conseguir esse resultado.

Uma das atribuições fundamentais do assessor de imprensa é, assim, a intermediação das relações entre o assessorado e os veículos de comunicação, tendo como matéria prima a informação e como processo sua abordagem na forma de notícia.

A primeira notícia que temos sobre os primórdios desse trabalho é a do jornalista americano Yvy Lee segundo Pecin (2009), que, no início do século XX, inventou essa atividade especializada. Ele abandonou o jornalismo para estabelecer o primeiro escritório de Assessoria de Comunicação no mundo, em Nova Yorque. Ele o fez para prestar serviço ao mais impopular homem de negócios dos estados Unidos: John Rockfeller. Acusado de aspirar ao monopólio, de mover luta sem quartel as pequenas e médias empresas, de combater sem olhar a meios, em três palavras, ser feroz, impiedoso e sanguinário.  

O serviço que Yvy Lee prestaria era de conseguir que o velho barão do capitalismo selvagem, de odiado, passasse a ser venerado pela opinião pública. Isso se chama mudança de imagem. E a primeira coisa que aquele jornalista fez foi se comunicar, com transparência e rapidez sobre todos os negócios que envolviam Rockfeller. E conseguiu, dessa forma, mudar a imagem do barão dos negócios depois de continuadas ações de envio de informações freqüentes à imprensa da época entre outras iniciativas.

Em uma época em que a propaganda era utilizada para forjar mitos e surgia à preocupação com a conquista da opinião publica, Lee buscou adaptar os interesses dos assessorados aos dos diferentes públicos e utilizar informações verdadeira e objetiva como ferramenta para obter boa aceitação e relacionamento com a imprensa. Yvy Lee distribuiu documento de princípios que pode ser considerado uma espécie de certidão de nascimento da Assessoria de Imprensa. Foi o estabelecimento de um conjunto de preceitos que se mantêm atual: informação gratuita, de uso facultativo, com características jornalísticas, implicando exatidão, objetividade e veracidade.

No Brasil com o ainda recente ressurgimento do processo democrático e o seu fortalecimento, após a queda do regime militar, o profissional de comunicação passou a ter maior relevância no contexto social, pois a sociedade passou a exigir respostas as suas indagações. (PINHO, 2005)

Diante de tantas mudanças, empresas públicas e privadas não podem mais permanecer na penumbra, sem prestar contas de seus atos aos cidadãos brasileiros. E é nesse contexto que o jornalista, ou outro profissional, que atua em Assessoria de Imprensa passa a exercer um papel essencial, pois é ele o profissional capacitado a preencher as lacunas entre os poderes públicos, a iniciativa privada e o terceiro setor com os meios de comunicação e, conseqüentemente com a própria sociedade. O assessor de imprensa atua como interlocutor entre esses segmentos que não podem abster-se mais de informar e responder aos anseios da sociedade.

 

ASSERTIVIDADE E RESILIÊNCIA NA APLICAÇÃO DA NEUROLINGUISTICA NA CONSTRUÇÃO DA COMUNICAÇÃO DAS ASSESSORIAS DE IMPRENSA

 

No momento coordenando a área de Comunicação Social Nacional de uma agremiação política que tem estado em constante estado de alerta pelos acontecimentos recentes que tem sacudido a política e o governo em nosso país e mesmo em escala global, na comunicação diária que mantenho com pares e com parceiros do setor, seja escrita, oral ou audiovisual é recorrente a necessidade sempre premente de se fazer ouvir e, mais, ser plenamente entendido nas mensagens que emitimos e que recebemos e encontro nas técnicas da Neurolinguistica ferramentas excepcionais que quando aplicadas podem ser a grande diferença.  Para se ter uma idéia do alcance de tal proposta Richard Bandler e John Grinder, os precursores dessa ciência, nos ensinam que para sermos comunicadores excepcionais precisamos de três pilares básicos:

 

Saber o resultado que se deseja com a comunicação que estamos realizando, Flexibilidade no comportamento e experiências sensoriais suficientes para reparar quando tivermos obtido as respostas desejadas, Sapos em Príncipes (Bandler; Richard e Grinder; John,1979, p. 69, 70)

.

A grande pergunta, nesse ponto é: Como sabemos que estamos recebendo a resposta certa?

 Entre as várias atividades exercidas por uma Assessoria de Imprensa, seja ela executada por jornalistas ou relações públicas, está a de produzir e divulgar as atividades e ações de seu assessorado. Tarefa nem sempre bem compreendida e assimilada por seus interlocutores, e incluo nesse grupo os próprios assessorados. Mais: algumas vezes, dependendo da relevância da informação que estamos divulgando, de extrema dificuldade junto às mídias para as quais a endereçamos. Dessa forma conhecermos o profissional responsável pelo recebimento ou não do material que estamos mandando é de grande importância, quando possível. Quando não, e isso é mais corriqueiro que aconteça, sobretudo em um mundo dominado pela tecnologia onde o presencial está cada vez mais relegado a um segundo plano, saber do que estamos falando e acerca dos modelos de linguagem propostos pela Neurolinguistica, ou seja, o ponto de intersecção, padrões comportamentais que os indivíduos de determinado público, consumidores de determinada mídia, compartilham, encontra ressonância e grande repercussão quando o assunto é a divulgação de nossos press releases[2] e outras formas de informação relevantes para nossos assessorados e clientes.  

Segundo informações obtidas através de entrevistas com profissionais de Relações Públicas recém-formados e que estão operando profissionalmente no mercado de trabalho, há um fator estressante tanto na comunicação interna, com seus pares e assessorados, como no processo externo, quando o objetivo é a veiculação de suas pautas e informações nas mídias, especializadas ou não. Quanto ao fator interno, um estudo mais acurado acerca dos modelos mentais (mindsets) que regem a maioria do quadro de colaboradores de instituições e organizações públicas ou privadas, aponta para uma realidade, culturalmente estimulada e institucionalizadas, de modelos fixos e defensivos, o que dificulta e segrega a comunicação entre os próprios colaboradores, ou seja: Jornalista, relações públicas, assessorados e demais colaboradores encontram dificuldade de se relacionarem de um modo mais linear e horizontal, por delimitações impostas por um modelo excludente que compartimentaliza e inflexibiliza espaços profissionais ficando a comunicação entre os pares verticalizada e impositiva, o que vai de encontro aos modernos pressupostos na gestão de talentos sendo fator que constitui obstáculo na realização dos objetivos propostos, que é a potencializarão da comunicação e divulgação de informações do assessorado. (VICTORIA, 2014, p. 16 e 17)

Originalmente proposta como uma poderosa ferramenta em tratamentos terapêuticos para inúmeros males da psique, como fobias (Síndromes) e demais distúrbios da mente, a Neurolinguistica se expandiu e hoje abrange praticamente todas as áreas da atividade humana. Como têm na comunicação e no estudo da linguagem seus pilares basilares e levando-se em consideração que a forma como nos comunicamos e interpretamos as mensagens que nos sãos dirigidas parte do entendimento que temos do mundo real e que esse entendimento se dá pelo nosso mapa de crenças e valores construídos ao longo da vida, fica evidente que a Neurolinguistica e suas técnicas são poderosas ferramentas quando utilizadas no complexo de comunicação que envolve as assessorias de imprensa.

 

Cada indivíduo é a um só tempo o beneficiário e a vitima da tradição lingüística na qual ele nasceu – beneficiário, na medida em que a língua lhe dá acesso ao registro acumulado da experiência de outras pessoas, vitima na medida em que a língua confirma nele a crença de que a consciência reduzida é a única consciência e ela confunde seu sentido de realidade, de modo que ele esta inteiramente apto a tomar seus conceitos por dados, suas palavras por coisas reais.  (Husley, Aldhous 1954, p. 30)

 

Assim profissionais que atuam no mercado de trabalho prestando serviço de assessoria de imprensa, para agências e instituições, bem como para determinadas personalidades ouvidas nesse estudo, embora a grande maioria deles desconhecendo os parâmetros que regem a Neurolinguistica vem como positivo o estudo e sua adição como fatores facilitadores e potencializadores para uma melhor produção na comunicação que se realiza através da assessorias de imprensa. Se o trabalho é comunicação nada melhor que nos municiarmos de ferramentas para entender e sermos plenamente entendidos e esse é o ponto focal das propostas da Neurolinguistica.

Evidentemente que há inúmeros graus de envolvimento com o objeto desse trabalho, conhecermos um pouco mais sobre essa ciência que é a Neurolinguistica, propiciará aqueles que adquirirem esse conhecimento se projetarem mais ou em suas áreas de atuação. Por exemplo, existem cursos de imersão rápida de boas escolas e institutos que iniciam de uma maneira pratica e enriquecedora aqueles que queiram adquirir esse conhecimento. Há também estudos mais aprofundados como especializações e formações universitárias que propõem um mergulho mais enriquecedor sobre essas técnicas e outras que estão na mesma área, como a Neurociência. O importante aqui é salientarmos que, qualquer que seja o nível de envolvimento do profissional de comunicação na obtenção dessas novas técnicas de conhecimento humano que propõem a Neurolinguistica, constatara que seus ganhos são excepcionais, pois nos levam a ter um conhecimento mais sistêmico acerca de com quem nos comunicamos e, mais importante, acerca de nós mesmos.

Surgida nos idos da década de 70, nos Estados Unidos, pelas observações de dois gênios da comunicação e da terapia, de quem já falamos Richard Bandler e John Grinder, eles próprios lingüistas, a Neurolinguistica, já se fazia presente na humanidade desde seus primórdios, apenas não era sistematizada e abordada como ciência, coisa que Bandler e Grinder iniciaram com maestria.

As escolas gregas de filosofia, principal berço do pensamento humano como hoje o conhecemos, já traziam o germe de um dos principais preceitos da moderna Neurolinguistica, que é aquilo que se faz de modo inconsciente, cujo conhecimento para a sua realização esta enraizado em nosso subconsciente, o fazemos com maestria.

 

Identifiquem quais são os pontos de escolha repetitivos em sua experiência de realizar um trabalho e, para cada um deles, tenham umas meia duzia de respostas diferentes, três pelo menos, sendo cada uma delas inconsciente e sistemática, em termos de seu comportamento.(BANDLER, Richard - 1973, p. 89).

 

Na transcrição acima os autores se referem a situações em terapia mais que podem e devem ser extrapoladas para nosso desempenho pessoal e profissional do dia a dia. Eles continuam e dizendo claramente que se não tivermos no mínimo três escolhas em situações vivenciadas, no contexto, em terapias, respondendo a pacientes, e transferindo para nosso cotidiano, em situações vivenciadas, sobretudo no desempenho profissional, então não estaremos funcionando dentro de uma posição de escolhas e se contarmos com apenas uma saída para essas situações, somos “robôs” e se com duas, estaremos diante de um dilema. De fato, a existência é feita de escolhas e elas definem nosso futuro, nosso cotidiano e quem somos.

A Neurolinguistica para além de suas aplicações terapêuticas, como inicialmente concebida, é uma ciência com aplicabilidade em nossa lida diária, não só em contextos profissionais como também em nossa vida familiar, com os amigos e em sociedade.

Seres humanos em sua quase totalidade não são muito bons com as palavras e uma mensagem truncada, mal concebida e mal interpretada pode ser a causa de inúmeros males. Pilar fundamental na Neurolinguistica a comunicação entre humanos é a pedra de toque que pode nos levar a grandes feitos. Assim essa comunicação nas áreas especificas das comunicações, baseada nessas técnicas, facilmente apreendidas, pois a Neurolinguistica, apesar de assim o parecer, é uma ciência que esta, sobretudo, calcada na sensibilidade, na observação e na pratica, pode ser “mágica” e operar milagres ou, no mínimo, potencializar mensagens emitidas e otimizar as recebidas com mais clareza e objetividade. Pistas de como interpretamos a realidade ao nosso redor ou de como reagimos a determinadas mensagens emitidas pelo outro são uma constante. Até mesmo em atividades prioritárias como a reprodução da espécie a ciência tem demonstrado, através de experimentos, como o recente estudo de pesquisadores da Universidade de Dresden, Alemanha, que inconscientemente interpretamos pistas que, a primeira impressão não nos é visível. Para se ter uma idéia, o estudo mencionado aponta para a relação direta do tamanho da diferença entre sistemas imunológicos entre parceiros de sexo opostos como sendo fundamental para a escolha daqueles com quem gostaríamos de ter filhos, isso porque essa diversidade imunológica prepararia a futura prole a ser mais resistentes a moléstias e doenças. Mas como se reconhece esses “potenciais” parceiros, quais as dicas que não vemos mais que claramente sentimos. Simples, nosso odor, secreções e pistas ainda indetectáveis por nossa consciência, repousariam em nossa inconsciência e instintivamente nos atrairiam para esses parceiros. Jairo Bauer em O Estado de São Paulo – Metrópole 30 de outubro de 2016, A27.

Então é possível dizer que, claramente, o mundo que vemos e sentimos tem suas raízes no que não vemos e são detectáveis apenas por nossas sensações, emoções e intuição. Assim o é vários aspectos de nossa existência, pois é certo que o que ouvimos e falamos não tem o mesmo significado para quem nos ouve.

 

Desse jeito não se teria a ilusão de que as palavras ouvidas têm o mesmo significado para a pessoa que a pronuncia e para você. (BANDLER; RICHARD; GLINDER, 1973, p.100).

 

Nosso intento aqui não é dar um curso intensivo sobre Neurolinguistica, antes atentar para o fato de que essa ciência, relativamente nova, pode ser de grande valia para os comunicadores que se dedicam ao ofício de praticarem sua comunicação nos liames das Assessorias de Imprensa.

Muito mais pode e deve ser dito e estudado sobre esse magnífico mister da comunicação humana, sobre o qual se debruça a Neurolinguistica e suas inúmeras aplicações. Esperamos sinceramente termos contribuído em levar essa ciência a todos os comunicadores profissionais que colocam seu talento a serviço da divulgação e informação de atos e ações de pessoas e instituições em um momento no qual o entendimento entre os povos, instituições, corporações e cidadãos é crucial para a sobrevivência humana.

Neste trabalho procuramos nos basear mais especificamente nos estudos e pesquisas dos precursores da Neurolinguistica que foram Richard Bandler e John Grinder sem nos esquecermos de nos atentarmos, mesmo que de forma mais superficial, para os seus modelos, Virginia Satir e Milton Ericson, Fritz Perls e os formuladores da LinguisticaTranformacional, entre eles, talvez o seu maior expoente Aldous Husley, entre outros.

 
Considerações Finais
 
Toda nossa existência é pautada pelas experiências que colecionamos no dia a dia, portanto, residem em nosso subconsciente as respostas para todas nossas indagações, mesmo quando as ignoramos, o que é comum a maioria dos humanos.

Jornalista e comunicadores de um modo geral fazem uso dessas faculdades inconscientes, em sua maioria ignorando de que assim o fazem por imperativo da própria profissão. O estudo e a aprendizagem das técnicas da PNL – Programação Neurolinguistica quando aplicadas a realidade do fazer diário nas Assessorias de Imprensa e, indo mais além, em todos os setores aonde a comunicação se faz, como se viu ao longo das exposições aqui consignadas, suportadas por estudos e pesquisas de vários especialistas que se debruçaram sobre os intricados caminhos da mente, entre eles os pais da PNL, Richard Bandler e John Grinder, quando cônscios do potencial de que dispomos em nós mesmos, certamente potencializam e maximizam os resultados alcançados pelo simples fato de deterem esse conhecimento e com isso, de maneira consciente, realizarem uma comunicação mais assertiva para seus clientes e, porque não dizer, em seu dia a dia, seja com a família, entre amigos e no convívio social.

Banndler e Glinder são enfáticos ao afirmar que quando esse conhecimento se torna parte de nós de modo inconsciente podemos conseguir milagres na comunicação que realizamos:

 

consciente (concious) é como se define qualquer coisa da qual se tenha consciência (aware) num dado momento de tempo. Inconsciente (unconcious) é o resto todo (Sapos em Príncipes, Bandler, Richard e Glinder, John – 1975, pag.52.)

 

Segundo eles 95 por cento do que somos, fruto de nossas experiências, residem em nosso subconsciente e os 5 por cento restante seriam o que temos de consciência, daí fica fácil de enxergarmos que respondemos muito mais ao nosso inconsciente do que a nossa própria consciência e se temos um aprendizado que já está enraizado no mais profundo de nossas mentes teremos a excelência naquilo que fazemos.

No entanto sabermos de que matéria somos feitos e de como funcionamos é condição sine qua non para trabalharmos com nossas opções, sobretudo na hora em que estamos nos comunicando com alguém, algum veículo ou entidade com fins específicos e isso o conhecimento em PNL nos trás.

Ao longo de toda exposição que fizemos nesse trabalho, baseado em estudos bibliográficos e em minha própria experiência de vida profissional de mais de 30 anos passados nas redações de jornais, rádios, televisão e nas assessorias de imprensa busquei enquadrar a PNL no âmbito da construção dos modelos da comunicação que se realiza, mais especificamente, nas Assessorias de Imprensa, posto que a PNL na atualidade permeie todos os recantos da atividade humana tão vasta é sua aplicação na vida cotidiana de toda e qualquer pessoa. No entanto como objeto de estudo e pela importância que se tem nos dias correntes do acesso a boa informação, objetiva e com assertividade, buscando sempre a excelência e a compreensão equânime e sem arestas da mensagem transmitida e, porque não, das mensagens que recebemos, o entendimento e acesso as ferramentas de que dispõem a Programação Neurolinguistica, nos engrandecem como profissionais e como seres humanos. Nunca é tarde demais ou cedo demais para acolhermos novos conhecimentos que nos elevarão a patamares nunca antes pensados ou cogitados por nós. Esse estudo tem como prioridade chamar a atenção para quem e o que somos, mais, para o que podemos realizar, pois entendemos que, segundo os pressupostos da própria PNL, se temos opções não há limites para o que podemos realizar e o momento é este, aqui e agora, sempre, pois como diriam os pais da PNL:

Em qualquer momento de hesitação, ou se nalgum momento você se descobrir adiando para amanhã a experiência de alguma nova forma de comportamento que você poderia tentar hoje, ou que você se vir realizando uma coisa que já fez antes, então você só precisa lançar um olhar por cima de seu ombro esquerdo e ali estará uma sombra fugidia. Essa sombra representa a sua morte e, a qualquer momento, ela poderá dar um passo à frente, apoiar a mão em seu ombro e levar você. Assim, o ato no qual você está envolvido neste instante talvez seja na verdade seu último ato e, portanto, completamente representativo de você agindo para nunca mais neste planeta (BANDLER; RICHARD; GLINDER, 1973, p. 218/219).

 

A beleza da vida está em sermos únicos em todo o universo. Mesmo gêmeos gerados na mesma placenta e absolutamente idênticos, apresentam peculiaridades que são inerentes única e exclusivamente a pessoa de cada um. Assim como as digitais de nossas mãos somos uma experiência de vida única e, muito embora possa parecer diferente, a forma de nos comunicarmos obedece a essa mesma lógica, seja essa comunicação escrita, falada ou corporal ela é única e fruto de uma experiência de aprendizado de mundo que só a nós pertence. Óbvio que há padronizações, até porque se assim não o fosse seria praticamente impossível nos comunicarmos, seja como for essas padronizações e nelas as particularidades inerentes a cada um, faz de nós esse milagre único que é sermos humanos e essa é uma, senão a maior, das lições que nos ensina a Programação Neurolinguistica.

 
Armando Barreto

fevereiro de 2017